Teste – VOLKSWAGEN T-ROC CABRIO 1.5 TSI 150 CV R-LINE DSG – SUV a céu aberto

Depois do Golf e do Beetle, é agora a vez do T-Roc receber o papel de descapotável divertido da marca alemã. Uma suspensão traseira mais evoluída e a mais-valia de rolar de cabelos ao vento em formato SUV são servidos, aqui, na versão de cariz mais desportivo R-Line associada ao motor 1.5 TSI de 150 CV.

O mundo pode mudar em apenas 9 segundos! Eis o tempo que o T-Roc Cabrio leva para “enviar” a capota para “trás das costas” e permitir que quatro ocupantes “ganhem o céu” (11 segundos para voltar a fechar a capota). Isto com a condição de estar parado ou de se mover a uma velocidade de até 30 km/h.

A capota é em lona, tem três camadas de material impermeável e isolante e abre em “Z” quando a meteorologia convida, ficando arrumada por cima da bagageira. Para quem desejar, a marca alemã disponibiliza na lista de opções um corta-vento para montar logo depois dos bancos dianteiros, dispositivo que reduz a turbulência, contudo a sua colocação inutiliza os lugares traseiros, cujos encostos podem ser rebatidos para aumentar a capacidade da bagageira, que nesta carroçaria é de 284 litros (menos 161 litros face ao T-Roc convencional). A mesma bagageira tem ligação com o habitáculo para melhorar a sua funcionalidade (é pena que o plano de carga seja muito elevado).

Máxima proteção
No caso de transportar dois ocupantes nos bancos traseiros, convém saber que o espaço nesta zona é razoável para ocupantes até 1,80 metros de altura (a distância entre eixos é 4 cm superior à do T-Roc normal) e que os encostos são menos verticais que em outros descapotáveis, o que não prejudica tanto o conforto. A visibilidade a partir destes lugares é favorecida pelo facto dos bancos estarem colocados num plano ligeiramente mais alto que os dianteiros.

Como é hábito neste tipo de modelo, existem dois arcos de proteção incorporados atrás dos encostos de cabeça traseiros, que disparam verticalmente em caso de acidente com capotamento (atuam em conjunto com os reforços do para-brisas e dos pilares dianteiros, para minimizar as consequências do acidente).

No habitáculo há menos novidades, principalmente quando olhamos a partir do posto de condução. A zona central do tablier está direcionada para o condutor, incluindo o ecrã de entretenimento perfeitamente integrado no tablier. O ambiente a bordo, apesar do aspeto moderno e jovem, é penalizado pela utilização de plásticos duros que acabam por prejudicar a qualidade final percebida. Referir ainda que, nesta versão R-Line, a instrumentação é digital a partir de um ecrã de 10,2″.

Coração de desportivo
O T-Roc Cabrio é comercializado com dois motores: o tricilíndrico 1.0 TSI de 115 CV e o “nosso” 1.5 TSI de quatro cilindros com 150 CV e sistema de desativação de dois cilindros mediante cargas de acelerador baixas ou nulas para reduzir o consumo. A transmissão é automática de dupla embraiagem e sete relações.

Com mais 200 kg de peso que o modelo original, o Cabrio 1.5 TSI responde com celeridade a qualquer pisar no acelerador, graças à entrega do binário (250 Nm) logo às 1.500 rpm e à ajuda de uma caixa de velocidades com escalonamento bem definido (e com um seletor manual silencioso). O consumo também não sai “mal na fotografia”, conseguindo-se uma média de 6,5 l/100 km num percurso misto de casa-trabalho-casa. Em condução desportiva, pode subir aos 8 l/100 km.

Equipado com o acabamento mais desportivo e topo de gama R-Line, este T-Roc Cabrio distingue-se dos demais pelos faróis escurecidos, logótipo R-Line na grelha, faróis de nevoeiro na dianteira e para-choques na cor da carroçaria. No interior, pedais em alumínio, bancos desportivos com regulação elétrica do apoio lombar e ecrãs de infotainment mais evoluídos.

Nova suspensão
Porém, a diferença mais importante reside no facto de a suspensão ter um ajuste desportivo e de colocar a carroçaria 10 mm mais perto do solo, sendo que os amortecedores podem ser eletrónicos, o que permite variar entre um andamento mais confortável e estável ou mais enérgico e dinâmico, dependendo dos modos de condução escolhidos: Comfort, Normal, Sport ou Individual. Para além disso, e ao contrário da versão convencional, a suspensão traseira é independente e multibraços, uma escolha da qual resulta um comportamento mais eficiente, não só pela possibilidade de variar o amortecimento, como pelo desempenho dos vários intervalos entre os modos de condução. De mesmo modo, acaba também por se tornar mais confortável para os ocupantes do banco traseiro (mais suave em mau piso) e ajudar a minimizar o ruído que a estrutura cabrio pode fazer em determinados pisos.

Por último, nota positiva para a direção progressiva que equipa esta versão, tornando-se mais comunicativa e direta com apenas 2,1 voltas de topo a topo (um T-Roc com direção normal faz 2,7 voltas), o que significa que o condutor pode completar quase todas as manobras com pequenos movimentos dos braços.

O T-Roc Cabrio 1.5 TSI DSG é proposto com um preço a partir dos 43.173 €. Um montante algo elevado, mas que com o acabamento R-Line permite valorizar um chassis competente e um motor vitaminado.

Texto: Ricardo Carvalho
Fotos: Paulo Calisto

CONCLUSÃO
Com uma capota muito rápida a abrir e a fechar, o T-Roc Cabrio pretende seduzir os apaixonados da condução de cabelos ao vento e que até hoje não foi possível de associar com sucesso a uma carroçaria SUV. O modelo conserva as qualidades e defeitos da versão fechada, mas traz uma suspensão traseira totalmente distinta, mais competente e que permite reforçar o prazer de condução.

FICHA TÉCNICA
VOLKSWAGEN T-ROC CABRIO 1.5 TSI 150 CV DSG R-LINE

TIPO DE MOTORGasolina, 4 cilindros em linha, turbo
CILINDRADA1.498 cm3
POTÊNCIA150 CV entre as 5.000 e as 6.000 rpm
BINÁRIO MÁXIMO250 Nm entre as 1.500 e as 3.500 rpm
TRANSMISSÃODianteira, caixa auto. 7 vel. (DSG, dupla embraiagem)
V. MÁXIMA205 km/h
ACELERAÇÃON.D.
CONSUMO (WLTP)7,0 l/100 km (misto)
EMISSÕES CO2 (WLTP)159 g/km
DIMENSÕES (C/L/A)4.268 / 1.811 / 1.522 mm
PNEUS215/45 R19
PESO1.540 kg
BAGAGEIRA284 l
PREÇO43.173 €
GAMA DESDE32.844 €
I.CIRCULAÇÃO (IUC)171,69 €
LANÇAMENTOMaio de 2020

 

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