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Nissan NV250

Onde é que já vimos isto?

Num momento em que a Renault mostra o concept que vai dar origem, num futuro a curto prazo, ao novo Renault Kangoo, a Nissan apresenta um novo veículo comercial desenvolvido com base no atual Kangoo que recebe a designação NV250 e está em comercialização…

Com enorme tradição no âmbito dos veículos comerciais, a Nissan perdeu algum fulgor nos últimos anos neste segmento. Esta falta de força foi amenizada pela sucesso da NV200 na versão elétrica, até porque na variante com motor a combustão a marca japonesa que pertence à Renault nunca foi assim tão bem sucedida.

Para percebermos a estratégia da marca falámos com o responsável internacional pela unidade de veículos comerciais da Nissan que nos explicou a estratégia, conversa que pode ler no seguimento destas páginas.Para já resta revelar que o NV250 é literalmente um Renault Kangoo da atual geração mas com o símbolo da Nissan na grelha e no volante e as diferenças resumem-se a isso mesmo. Talvez porque o novo Kangoo chegue ao mercado apenas em 2020, a Renault decidiu ceder algumas unidades à Nissan e esta não se fez rogada. Voltando alguns anos atrás no tempo, esta situação acaba por não ser uma novidade. Se o leitor bem se lembra, a anterior geração do Kangoo também teve uma versão Nissan que recebeu a designação Kubistar mas cujo sucesso também se resumiu a algumas unidades vendidas não só em Portugal como também na Europa.

Tudo igual….

Segundo a própria Nissan, o novo NV250 é 99,9% igual ao Kangoo o que diz bem do que é esta parceria e do que é este modelo. A Nissan propõe o NV250 com dois comprimentos distintos de 4,28 e 4,67 m, para além de dois tipos de carroçaria que se podem adaptar a vários tipos de clientes. Assim, pode ser adquirido numa versão furgão fechado, totalmente voltado para o trabalho e numa segunda variante mista. Há ainda uma opção combi só para passageiros. Esta última só vai estar disponível na carroçaria curta e em configuração de cinco lugares. Dependo da versão escolhida, poderá ter uma carga útil de até 800 kg. A parte mecânica também não muda muito. O NV250 aposta num só propulsor Diesel que é bem conhecido do mercado. Falamos-lhe do 1.5 dCi que vai estar disponível com potências de 80, 95 e 115 CV. Como curiosidade resta referir que não terá disponível uma versão elétrica ao contrário do que sucede com o Kangoo, o que vai um pouco de encontro aquilo que é a filosofia da marca japonesa que tanto sucesso tem feito com o LEAF e com a e-NV200.

A NV250 é produzida na mesma unidade fabril onde são construído Renault Kangoo e Mercedes-Benz Citan, na fábrica de Maubeuge em França, o que pode indiciar que a fábrica de Barcelona vai perder a produção deste modelo, que deverá ficar apenas com a Navara e as suas irmãs Renault alaskan e Mercedes-Benz Classe X. A garantia é de 5 anos ou 160 mil km, uma vantagem face às “irmãs” Renault Kangoo e Mercedes-Benz Citan.

Paolo D´Ettore, Diretor Geral da unidade de veículos comerciais da Nissan na Europa,

“Cinco anos de garantia ou 160 mil km são o nosso melhor argumento”

Por altura do lançamento da nova Nissan NV250, a Comerciais e Pesados esteve à conversa com Paolo D´Ettore, Diretor Geral da unidade de veículos comerciais da Nissan na Europa, que nos revelou alguns projetos que a marca tem para o futuro.

O responsável pela divisão de veículos comerciais da Nissan esteve à conversa com a Revista Comerciais & Pesados e deu-nos algumas indicações do futuro desta divisão da marca japonesa. Paolo D´Ettore referiu, “os veículos comerciais são estratégicos para a Nissan enquanto marca na Europa. Temos vindo a fazer alguns investimentos, como a nova Navara, a renovada NV300, e a garantia de 5 anos ou 160 mil km, um argumento de peso para este tipo de produto. Temos, de facto, apostado neste segmento e temos crescido em volume ano após ano, e a melhor prova desse crescimento é a posição da Navara, que é líder no seu segmento”. O mesmo responsável falou-nos nos planos de futuro e na forma como a Nissan “encaixa” dentro do plano de negócio da Aliança, até porque é a Renault que acaba por ser a mentora dos novos produtos. A marca japonesa tem dois produtos estratégicos que são, de facto, aqueles que se posicionam no topo, a Navara e a e-NV200.

Mencionou ainda alguns dos novos lançamentos previstos para os próximos anos, tal como a NV 250, que será o próximo, mas até lá a marca vai reformular algumas gama, como a NV300 com detalhes estéticos e motores cumpridores das novas normas de emissões, a NV400 que vai ter o exterior e o interior melhorado. No caso da Navara também há espaço para modificações estéticas, motores melhorados e a inclusão da suspensão multilink na variante King Cab do modelo, arquitetura que só estava disponível na variante de cabina dupla. Desta forma, vai ser possível aumentar a capacidade de carga, mantendo a capacidade de reboque e reforçando o prazer de condução. Perguntamos ainda o porquê de lançarem a NV250 só agora. D´Ettore referiu que “tem tudo a ver com a orientação estratégica na aliança e que para nós é excelente em termos de benefícios. Na parte dos comerciais, é a Renault que é líder, por isso a Nissan segue o projeto que foi desenvolvido para nós. Acreditamos que a NV250 ainda é um produto competitivo, tendo em conta as necessidades dos nossos clientes, até porque vai ter um preço competitivo dentro de um segmento que é muito apelativo e que tem muito por onde escolher. “

Sempre muito cordial, D´Ettore respondeu a mais algumas perguntas, mas aquela que nos disse ser a mais pertinente teve a fazer com a forma como as marcas conseguem vender produtos iguais ao cliente de uma forma diferente. “Nós temos de insistir na garantia de 5 anos ou 160 mil km que é, de facto, uma grande mais-valia para os nossos clientes. Vou insistir nesta particularidade, que fomos nós que lançamos na Nissan e que é mesmo um bom ponto a ter em conta. Desenvolvemos este aspeto a falar com os nossos clientes em toda a Europa. Este argumento reforça a fiabilidade dos nossos produtos e a sua qualidade. Este argumento tem dois anos de mercado e temos tido um enorme feedback dos clientes. O segundo aspeto são as transformações. Já falei nisto. Permite-nos chegar a clientes muito específicos e oferecer-lhes o que eles pretendem. Trabalhamos com 235 carroçadores um pouco por toda a Europa e eu acho que o mercado é suficientemente grande para todos, agora todos temos de conseguir oferecer ao cliente algo diferente e nós temos os 5 anos de garantia ou 160 mil km”.

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